sábado, 30 de abril de 2016

Aula 7

Aula ? (7, perdi a conta) - Celular, Jesus e Ciborgues - 18/04/2016

  • Informações Gerais

Essa palestra foi concedida por Marcelo Pereira, um professor da PUC. Na verdade eu deveria dizer "O" professor da PUC, parece que todo mundo gosta dele, e por isso tem quase o monopólio de paraninfo na formatura... ok né?

O foco dessa palestra foi telefonia (no título está escrito celular propositalmente). Também foram tratados como tema a ubiquidade (capacidade de você ser onipresente *Jesus*) e o Transumanismo (nunca sei escrever isso [tem H?], que é algo próximo de um ser humano com peças robóticas *ciborgue*).

Eu vou resumir a palestra basicamente falando tudo sobre celulares e depois, quem sabe, tratar dos temas que mais me intrigaram. O problema que vejo é que são temas... como posso escrever... sensíveis.


  • Os celulares
Eu não sei se devo tratar deles da maneira como o Marcelo abordou; ele falou das gerações da telefonia (2.5, 2.75, 3, 4 etc...) de acordo com as mudanças que cada geração pretendia trazer. Mas nem todas trouxeram o que prometeram, e essas gerações são muito confusas na minha opinião (...), então acho que vou contar sua história de uma maneira diferente, mas sem fugir muito da aula.



Bem...a ideia de um celular só começou a ser difundida em 1956, e o primeiro projeto de um celular (que era basicamente um rádio), em 73. Mas o primeiro celular a ser oficialmente vendido foi só em 1983. 

Era uma vez, antes de tudo isso, em 1928, dois carinhas. Um se chamava Paul, e outro se chamada Joseph. Um dia Paul decidiu... - não, vamos parar com essa historinha de criança. Esses dois criaram o primeiro rádio comercial para automóveis, e fundaram a Motorola em 1930. No início, esses rádios para automóveis eram usados pela polícia e por caminhoneiros, pois a comunicação desses motoristas com suas centrais de comando eram essenciais para o desempenho de seus trabalhos. Mas isso não quer dizer que não existia para carros comuns também. Claro, carros naquela época eram raros e o rádio era uma completa porcaria, mas existia.

Em 1973, data já anteriormente citada, foi criado o primeiro celular, por Martin Cooper (atualmente, um vovôzinho de seus 87 anos), mas não deixava de ser um rádio, pois usava estações etc.

Dez anos depois, a telefonia analógica foi inventada e ocorreu a venda do primeiro celular (já dito também). Telefonia analógica é aquela com a rodinha na hora de discar os números, e a onda sonora se propagava em meios diferentes durante a comunicação pelo telefone/celular, o que tomava maior tempo de resposta e poderia ocorrer falhas.

Martin Cooper mostrando um celular e um tijolo
Felizmente, damos um enorme salto, e por volta dos anos 2000 foi criada a segunda e meia geração de celulares (2.5G), concomitantemente à digitalização das ondas sonoras. O que tudo isso quer dizer? Basicamente, que cada canal (faixa de frequência de ondas sonoras) permitia mais de apenas uma conversa, que o som era transformado em sistema binário para ser transmitido (não é mais analógico) e que agora era possível enviar mensagens de texto (de até 160 caracteres, um Twitter). Tudo isso tornou os celulares mais acessíveis e mais difundidos pelo mundo (+ pessoas podem usar, + pessoas querem usar, + esforço para baratear o custo de produção, menor preço). Isso sem contar que a partir das gerações 2.5/2.75 os celulares ficaram cada vez mais compactos (ver foto acima).

Há indícios que era possível enviar/ver vídeos, mas em "potato quality" (ou seja, bem ruim).


As últimas gerações (3, 3.5, 3.75 e 4) pretendem convergir toda a informação (som, mensagens, vídeo etc) no canal de dados. Ou seja, querem que o som no celular seja transmitido através do sistema binário, e não mais pelo canal de voz. Nem é preciso falar que isso não aconteceu. Ainda. 

Agora para abrir a mente: sabes essa coisa de 3G/4G nos celulares? É exatamente isso. Terceira Geração e Quarta Geração. 

Somando essa informação a um ser humano com um QI de aproximandamente 37.12, chega-se à conclusão que estamos vivendo nessas Gerações de telefonia.

  • Ubiquidade (capacidade de ser Jesus)
Essa seria a geração na qual todos estariam conectados 24/7 e os celulares seriam absurdos e fariam tudo porque eles são Jesus. Aparentemente impossível, mas como dizia Arthur C. CLarke (que por sinal eu já havia ouvido falar antes de fazer parte dessa aula):

"Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível de magia"

(essa é possivelmente a maior verdade do universo)

O homem foi à Lua com um computador de de alguns Kbps, e hoje em dia temos celulares com vários Mbps. Interessante, não?


Foram citados como parte desse tema Casas conectadas e dispositivos vestíveis. Imagine-se como sendo o Homem de Ferro, é basicamente isso. Sua casa é inteligente e responde a comandos de voz e movimento e você veste dispositivos eletrônicos. Obviamente, as casas de hoje em dia não têm inteligência artificial, e os dispositivos que vestimos não são armaduras de metal que lançam mísseis, mas acho que vale uma comparação. Quem sabe no futuro tenhamos tecnologia suficientemente avançada para termos esse tipo de estrutura.



  • Transhumanismo (botei com H dessa vez)

Esse é um conceito bastante discutido (e assustador). Consiste em criar aparelhos para melhorar as capacidades física, pscicológica e intelectuais humanas. Isso pode ser algo simples como botar alguma forma de braço biônico (para substiruir um membro) ou algo mais elaborado, como evitar o envelhecimento e mudar a estrutura do corpo humano (criar um braço robótico a mais, por exemplo. Não deve ser muito difícil...)

Biohacking -> consiste em misturar partes orgânicas e eletrônicas para "criar algo novo". Digamos assim... fazer um corte no seu braço e colocar um celular ali dentro, só de sacanagem. Essa área ainda está restrita ao "faça você mesmo", e realmente acho que deveria estar. Imagine colocar imãs por toda a área das palmas de suas mãos. Você ia virar o Magneto.

Inteligência Artificial -> é o que é. Uma inteligência que não é natural, uma que os seres humanos programaram em uma máquina, e que geralmente é muito mais adaptada do que a nossa. É capaz de vencer até o melhor dos homens em jogos de estratégia, como xadrez. 

Inteligência Compartilhada -> está ligada à ubiquidade do celular. O fato de se estar sempre conectado permite a troca de informações, e essa cria algo como se fosse um banco de dados, onde toda a informação está contida. É como um cérebro para o qual várias pessoas enviam seus pensamentos e que, por isso, evolui muito rapidamente.



ACABAMOS O CONTEÚDO PESADO DA AULA, AGORA VAMOS AOS MEUS PROBLEMAS!!

Primeiro lugar: foi dito, durante a palestra, que cada celular tem um sistema de GPS. Este fica ligado 100% do tempo, mandando informações de sua localização para os criadores do seu radinho de bolso. Interessante, não? Não. Deve ser muito fácil crackear esse sistema e obter informações sobre a localização de outras pessoas. Os celulares, inclusive, aprendem.

Pega-se o carro. Conecta-se o celular à ele e vai para o trabalho. Depois de uma semana, o celular te dá o tempo para chegar à tal lugar. Depois da segunda semana, te dá o melhor caminho. Quando você vê, está lhe dizendo tudo isso só de entrar no carro no horário usual, e ainda chamando seu destino de "trabalho". Como ele consegue essas informações? Simples: ubiquidade. Ele pega suas informações de diversas redes sociais (que disponibilizam sem te perguntar, através dos "termos de uso") e usa isso para "facilitar" a sua vida.

É perigoso ter esse tipo de informação em um aparelho descartável, ainda mais que esses celulares estão "aprendendo" sobre a vida de cada um conforme os dias passam. Eu sempre desabilito toda e qualquer coisa relacionada a localização e aprendizado de máquinas, inclusive evitei usar o Facebook por 18 anos, mas não tenho dúvidas que ainda conseguem ver o que não quero que vejam. Como posso ter certeza que só porque não quero que o GPS do celular mostre onde estou, ele vai parar de enviar informação aos fabricantes sobre a minha localização? Assustador.



Outra coisa que me irrita... por que o ser humano faz tanta questão de criar algo mais inteligente e melhor do que ele? Não vêem filmes de ficção científica? Máquinas escravizando homens? Nada? Acho muito provável que esse tipo de coisa aconteça no futuro. E a questão não é nem "ter cuidado para que a inteligência artificial não tome conta de tudo". É muito mais "ter cuidado para não criar uma inteligência artificial que aprenda muito mais rápido do que a gente, e que assim evolua até que não possamos fazer mais nada para pará-la". 

Uma história que um dia meu pai me contou, e que acho que faz parte de um dos livros de Arthur C. Clarke, era que em um futuro incrivelmente distante, no qual o homem conquista todo o universo, o último homem vivo (pouco antes de morrer) faz um pedido à última máquina (um computador infinitamente superior aos de hoje). Essa máquina então passa anos, séculos, milênios pensando em como realizar o pedido desse homem. E, muito depois  que o universo acabou, a máquina diz: "Faça-se a luz", e a luz foi feita.

Se não me engano a história acima é do mesmo livro em que Clarke cita seus dizeres "Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível de magia". Mas imagine: será que conseguiremos criar um computador-Deus que não se volte contra nós?



Terceira e última questão: até que ponto é saudável fazer modificações no corpo humano? Eu por muito tempo tive o sonho de ser imortal: não apenas viver para sempre em termos de idade, mas de manter aparência jovem mesmo com milhares de anos. Mas já não quero mais isso. É duro falar assim mas...acredito que estamos evoluindo por um caminho ruim. Já driblamos a Seleção Natural. Já estamos tão bem adaptados a todo o ambiente que modificações no DNA têm alta probabilidade de serem desvantajosas. Por que querer ser perfeito então? Por que querer envoluir incessavelmente fisica e intelectualmente se isso pode trazer caos dentro de nosso sistema social? Há vários filmes e livros que tratam desse assunto: sociedades mutantes nas quais seres humanos metade-máquinas existem e por isso causam medo e estranheza nos normais. Isso para não dizer que os excluem ou exterminam. 

Um filme que tangencia essa questão é "X-men: dias de um futuro esquecido". Os humanos criam máquinas capazes de se adaptar a níveis absurdos para que exterminem os mutantes (seres com alguma modificação no DNA que têm habilidades especiais), que os causam medo. E essas máquinas não só se adaptam copiando as habilidades dos mutantes, como também têm inteligência artificial compartilhada e prevêm o futuro. Assim, exterminam todos os seres que algum dia na sua linhagem familiar possam gerar uma mutação, e aprisionam os que não podem. 



É incrível pensar que algum dia o ser humano  possa vir a causar o seu próprio fim, e é assustador pensar que a cada segundo que passa nos aproximamos mais dele.






Referências:

Palestra em questão

Mini dicionário Houaiss 3a Edição

Filmes como "Eu, robô" e "X-men: days of future past"

Bom senso

Aula 6

Aula 6 - Brenda Lucena - "O troçado da Coca-cola" - 11/04/2016

  • Rápida História de Brenda

Brenda estudou em vários lugares, dentre eles uma tal de HFG (Hochschule für Gestaltung - que deve significar algo próximo de Escola de Design, em uma tradução bem forçada) que é uma Universidade Alemã. Estudou também na ESDI e na PUC-Rio (aluna de mestrado em 2010).

Trabalhou na Eletrolux, na Motorola, na Redley, no Globo.com, na Fuenfwerken, na MJV e por fim, na Coca-Cola, onde permanece até hoje como Gerente de Design.



O foco dessa aula não foi a Coca-cola. E minhas anotações se restringem à algumas palavras-chave soltas e sem significado. Meu trabalho aqui será explicá-las separadamente, então acredito que essa postagem ficará bastante disforme.

O que anotei:

  1. Formação em T
  2. Papel cartonado (wow...quando que...?)
  3. Philippe Starck
  4. Seguradoras (apólices de seguros, sinistro e nada consta)
  5. Capacete invisível
  6. Marshmallow Project
  7. Vídeo de Comprar Pão
  8. Uma frase sobre Designers e CEO's que achei legal


Bastante coisa...comecemos pelo começo!
  • Formação em T
Anotei aqui que é algo próximo de "Jack of all trades". O que achei sobre isso, por outro lado, é "uma formação de ataque antiga no futebol americano". Aposto que não é isso. 

Me lembro que Brenda também não explicou muito sobre essa formação, e por eu ter linkado com "Jack of all trades (,master of none)", que é o tipo de pessoa que sabe fazer de tudo um pouco, mas não é a melhor em nada, deve ser um tipo de formação acadêmica que o aluno aprende diversas coisas, e não é restrita a apenas uma.

Foto ilustrativa de "Jack of all trades"


  • Papel cartonado

Eu sei lá o que isso tá fazendo aqui... mas vamos lá!

*Olá! Sou eu Ziooo, falando do futuro. Não achei nada específico sobre esse tal papel cartonado, além de propagandas de lojas que o vendem, mas dei uma olhada geral nos tipos de papel e descobri que este se encaixa em Duplex, que são papeis resistentes parecidos com pepelão, muito bons para fazer embalagens e caixas*

Em segunda instância, me lembro da palestrante nos falando de embalagens de Coca-Cola de papel, e mostrando que estas poderiam ser transformadas em uma forma de "óculos" para realidade aumentada. Você insere o celular com um aplicativo baixado nesses óculos de papel e usa para "enxergar coisas além da realidade", por assim dizer.





  • Philippe Starck

Ia fazer uma piadinha relacionando Philippe a Tony Stark, mas deixemos esta para outro momento. Não me lembrava o que Lucena disse sobre esse Designer e, sinceramente, vendo as fotos que estão no site dele (link disponível nas referências) fiquei mais perdido ainda. Foi então que uma luz caiu do céu e me atingiu (não foi um raio). Isso:   

Resultado de imagem para juicy salif



Não... não é um extra-terrestre. Nem os vírus daquele episódio de Jimmy Neutron. Na realidade esse é o Juicy Salif, um espremedor de frutas cítricas relativamente antigo (1990).  





  • Seguradoras
Esse é um ótimo tópico para pularmos. A palestrando perguntou quantos da turma dirigiam e falou sobre Apólices de Seguro (documentos que a seguradora emite para o segurado). Nesse documento, se estiver escrito "sinistro", significa que o segurado sofreu um acidente ou perda material, nada consta significa que nada aconteceu.




  • Capacete invisível
Nome é enganador. A primeira imagem que aparece em nossa cabeça é algo assim:

Resultado de imagem para capacete transparente


Mas, na realidade, é algo assim:


Acredite, ela está usando esse tal capacete. É difícil perceber na primeira vez que se olha, mas ela tem um cachecol com um zíper no meio, e este é o chamado "capacete invisível".

Ele foi pensando para ciclistas usarem, pois os capacetes normais são feios (grandes m...) e desconfortáveis (isso é um argumento plausível). O único problema é que custa €400 (R$ 1.573,48). O capacete tem um airbag embutido e sensores que detectam o movimento de queda, acionando a proteção. O capacete envolve o pescoço e a cabeça.


Na minha opinião...acho o capacete normal muito melhor. Uma pedra pontiaguda não rasgaria esse capacete, deixando você completamente exposto? Eu gosto da ideia, mas não sei se a proteção é tão boa e confiável quanto dizem. 




  • Marshmallow Project
Isso é um projeto baseado no Marshmallow Challenge, e esse Challenge se baseava em construir a maior torre possível usando 20 palitos de macarrão espagueti, um rolo de barbante, um rolo de fita adesiva e um marshmallow que obrigatoriamente deve estar no topo. Esse desafio é interessante pois força as pessoas a trabalharem em equipes de formas diferentes para conseguir montar a pirâmide do marshmallow, e essa maneira de trabalhar (que consiste em montar protótipos até dar certo, fazendo melhorias ao longo do tempo) é muito utilizada no Design e no mercado de trabalho em geral.




  • Vídeo de comprar pão
Isso é um video que critica a compra e venda online. Ele mostra dois homens, um atuando como um caixa de supermercado, que fala como se fosse o sistema de compras online, e o outro como um comprador (que quer apenas um saco de pão). A compra demora tanto que o comprador apenas desiste. Compras online deveriam ser mais rápidas, práticas e com menor esforço, mas não é assim por causa da enorme burocracia por trás do sistema e das várias falhas.




  • "CEO's must be designers and use their methodologies to actually run companies"





Referências:









quarta-feira, 27 de abril de 2016

Aula 4

Aula 4 - apenas uma adição às aulas anteriores - 28/03/2016


Escolhi tirar boa parte do conteúdo da Aula 2 e por aqui pois sinceramente, foi a mesma coisa e quase não anotei nada nesse dia. Talvez eu possa me aprofundar mais em outros temas, ou não...sei lá, vamos ver o que sai.


Tivemos duas palestras em uma nesse dia. Uma com Wesley Oliveira, do LAE*(laboratório de alguma esquisitisse) e outra com João Bonelli, na qual visitamos o LIFE (Laboratório de interfaces físicas experimentais).


  • Wesley
Vou partir direto para cada tema e falar o que der de cada um, já que Rejane faz/fez parte do LAE e também participou de todos/ maior parte desses projetos e, por isso, já explicou todos na aula 2. Agora pensando, me sinto mal por não ter avisado nada pro Wesley sobre isso, mas foi interessante ver a mesma coisa duas vezes e por pessoas diferentes.


1. Vida no Manguezal

Um projeto desenvolvido para evitar a pesca predatória do Carangueijo Aratu que vive no manguezal da costa sergipana. A pesca desse carangueijo serve de sustento para a comunidade, e a pesca de fêmeas ou machos jovens poderia levar essa atividade econômica à falência e a espécie à extinção.

Foi desenvolvido um jogo o qual representava a pesca do carangueijo. O usuário deveria usar uma vara como controle para pegar os animais e colocá-los em um balde. O jogo avisava caso a pesca estava sendo predatória e pontuava cada carangueijo pescado. 



2. Fogão Solar

Este consistia em uma tela com algo parecido com um tapete dividido em 9 quadrados. O objetivo seria pisar nos quadrados e ver as mudanças no tempo de cozimento de diversas comidas na tela. As opções variavam em: comidas (arroz, feijão e mandioca), hora (8:00, 10:00 e 12:00, se não me engano) e clima (chuva, sol e nublado). Era feita uma estimativa do tempo de cozimento do alimento em um fogão solar de acordo com as opções selecionadas. É óbvio que em dia chuvoso não há cozimento. 

Esse jogo foi criado para incentivar pessoas a utilizar o fogão solar e poupar energia.

Painel e tapete do Fogão Solar


3. Biodiversidade de São Gonçalo

Esse é um programa, se bem me lembro, que simula um jogo educativo. Tem um mapa de São Gonçalo e conforme se clica nos bairros ou em vegetações, esse programa te dá informações a respeito. 



4. Projeto Praia Limpa

Esse é um jogo de fato, que ensina crianças a limpar uma praia. O jogo mostra as lixeiras e dá informações sobre vários tipos de lixo, como pneus, latas e garrafas. A criança deve usar o mouse para jogar o lixo na lixeira correta, caso erre, recebe um aviso e deve refazer. Bem simples.



5. Sentidos do Nascer

Esse acho que foi um dos mais falados em ambas as aulas. Foi uma exposição que pretendia diminuir o número de cesarianas desnecessárias (mesmo que aparentemente não tenha conseguido) no Brasil.

A exposição começava com os visitantes se vendo "grávidos": haviam painés que faziam uma forma de projeção no corpo de cada visitante, aumentando sua barriga e seios. Seguia-se então para uma outra sala onde se via várias telas com diversos atores conversando entre sí; essas conversas se inspiravam em acontecimentos da vida real e tratava de impasses em relação ao parto de cesariana e o natural. Após essa sala você literalmente passava por um canal vaginal (...) para representar o nascimento e ía para uma sala final com informações a respeito da exposição.



  • João Bonelli
Basicamente, nos introduziu ao LIFE, falou sobre a tão aclamada placa de arduíno, que é usada para ensinar programação. Aparentemente, é fácil de ser programada e muito eficiente, por utilizar o Java. 

Sinceramente, não anotei absolutamente nada sobre a visita a esse laboratório, mas lá tem computadores e o pessoal de lá parece meio maluco por essa tal placa de Arduíno.



*Laboratório de Arte Eletrônica


Referências:





Aula 3

Essa vai ser a postagem mais curta e por isso vou escrever com letras bem grandes! E fazer várias piadas sobre o que senti aquele dia.

  • Visitamos o tal Laboratório de Volume, também conhecido como Laboratório do vai-perder-um-dedo

Esse é um laboratório coberto de serragem que foi criado especialmente para nós pobres coitados que fazemos design e arquitetura.

Antes de irmos para tal laboratório, recebemos um guia sobre equipamentos de proteção e instrução de primeiros socorros. Teve também iniciação em combate à incêndios.

Só de ler tudo isso já deves estar com medo, certo? Imagine eu! Vendo fotos de pessoas sem dedo, de unhas completamente lichadas etc... um show de horrores, obrigado PUC!


Falando com mais seriedade agora: recebemos instruções muito claras sobre como deveríamos estar vestidos e sobre todos os possíveis riscos de todas as máquinas daquela masmorra de pesadelos. Meninas com cabelo preso e/ou em coque, sempre de calça comprida, sapato fechado, sem colares/ relógios/adereços na cabeça. Lá tem óculos de proteção e jalecos (se não me engano), mas devemos nós mesmos comprar máscaras de proteção para nariz/boca, e só aceitam 3 modelos distintos. 

Os aparelhos que estão lá são muito bons, existem vários tipos de lichadeiras, serras, impressoras 3D, impressoras para fazer molde, furadeiras etc. E nos foi explicado como usar cada uma delas. Teoricamente. Parece ser um espaço mais para o pessoal de Produto ou arquitetura mesmo, tem muita madeira e equipamentos que talvez fossem de bom uso para esse pessoal. 



Conclusões sinceras: Acho que vou evitar voltar lá por um tempo... Me senti como se realmente quisessem me dar motivos para não frequentar aquele lugar.




Referências: O massacre da serra elétrica


segunda-feira, 11 de abril de 2016

Aula 2

Aula Rejane 2 - 14/3/2016


  • O curso e seu trabalho
Esta é a aula que talvez eu tenha menos lembranças sobre, felizmente tenho algumas anotações para me salvar. Até onde me lembro, e seguindo todas minhas colas, foi neste dia que tivemos a presença de Maria das Graças Chagas, que é alguém bem importante no curso (eu devia ter anotado sobre isso...). Ela citou uma tal de rede de apoio ao estudante, dizendo que caso tivessemos algum problema, poderíamos procurá-la e essa rede nos ajudaria, fosse com horários da faculdade, fosse com problemas mais pessoais. Interessante (...), eu acho (...).

Partindo pra parte mais interessante da aula (e também maluca, para dizer o mínimo): Rejane e seus trabalhos. 
  • Em um primeiro momento, eu estava empolgado. Ela falou de um tal de LAE (eu sei lá o que significa, deve ser Laboratório de Alguma Esquisitice, ou algo similar).
  • Ela, então, começou a falar de uns projetos interessantes (esquisitos) que já existiam, como Botanicalls, Less Crying, Mr. Smilit, Aromapoetry e Soft Tactile (explico melhor no decorrer da postagem)
  • *Doidera total sobre esses projetos*
  • Chegamos nos que a própria Rejane (e/ou o LAE) fez, e acho que a partir de agora vou parar com os tópicos.
Começando pelo começo:


    1. Botanicalls
"Plantas ligam para os donos quando precisam ser regadas"  (mas que p...?)

Aparentemente, há um aparelho que se bota na terra onde a planta está que mede a humidade do solo. Quando o solo está seco, uma mensagem é mandada para o celular do dono da planta com os dizeres "Me regue por favor". Mas como que a planta manda a mensagem? (Não) é simples: os dados coletados pelos sensores são enviados para o aparelho da Botanicalls, que traduz a informação sobre o solo e usa a internet para mandá-las para o Twitter, que notifica o dono da planta que ela precisa de água. (haja paciência para conectar tudo isso!).

Conclusão: Sinceramente, se você não é capaz de se lembrar que deve regar uma planta, acho que não devería ter uma pra começo  de conversa.




    2. Less Crying

"Aparelho que interpreta o choro do bebê"      

Não achei muito sobre este aqui, mas achei um parecido, conhecido como "Why Cry?". Pelo que parece, é um dispositivo que foi programado para interpretar o choro: foram feitos estudos de campo para coletar choro de bebês de várias etnias, gravaram os sons dos choros, analizaram os sons para identificar padrões e, por fim, desenvolveram o software que decifra o choro em tempo real.


Esse trequinho pode ser comprado por $85.99 na Amazon. Nem é caro pra caramba (sarcasmo). 

Conclusão: Acho que isso ajuda bastante as mães e pais na hora de entender o choro da criança, mas vamos combinar: não faz parte de ser mãe/pai entender o próprio filho? Deixar um aparelho como esse fazer o trabalho talvez distancie mais a família, não? Pensem a respeito.


    3.Mr. Smilit

"Brinquedo que chora ao ouvir a criança chorando"

É o que é: um coelho de brinquedo que imita o choro da criança quando a mesma chorar. Isso causa um sentimento de pena na criança, que a faz parar de chorar para ajudar o amiguinho de pelúcia e plástico.



Conclusão: criativo, mas não sei se resolve o motivo que a criança tem para chorar, e até quando que esse brinquedo funciona? Se fosse comigo, eu me cansava logo logo.






    4. Aromapoetry

"Poema com cheiro"

Acho que eu já havia ouvido falar dessa loucura. É um livro de poesia que tem cheiro nas páginas, e vem com refil! É um livro para ser lido com o nariz.

Éh...tem uma química meio assustadora no meio desse livro...os cheiros são moléculas que se bota nas páginas, e estas estão envoltas por uma fina camada de vidro poroso (evita que todas as moléculas se desfaçam rapidamente, fazendo o cheiro durar mais). O vidro tem 200 nanômetros de espessura (eu sei lá quanto isso é, mas é beeem fininho). Ah! E também foi desenvolvido pelo brasileiro Eduardo Kac.

Conclusão: juntaram química com literatura. Mais lágrimas. Mas nota 20 pela criatividade, revolucionou a poesia e trouxe mais um sentido, além da visão, ao seu encontro. Sinceramente, eu tenho tanto para dizer sobre quão fascinante a ideia é, que acho que acabo por não conseguir falar nada. Alguém já imaginou criar um livro de poesias que ao invés de poemas, você lê cheiros? Eu jamais pensaria isso!


    5. Soft Tactile

Este de fato tenho poucas anotações, felizmente me lembro de um vídeo que Rejane nos mostrou. É uma mesa formada por um papel/tecido extendido que tem um projetor na parte de baixo, projetando pontinhos luminosos na superfície do tecido. Quando algo toca nessa superfície, distorcendo sua planície, os pontos luminosos se convergem em tal região, como sofressem efeito da distorção do papel por serem objetos físicos, e não projeções.

Este tem bastante potencial. É uma imitação da física do mundo real, mas misturada com projeções/ o mundo virtual. É como se fosse uma "touch screen mole". Nem consigo imaginar o que poderia ser feito a partir disso, menos ainda o que não poderia.



A aula foi extremamente rica, e isso que nem falei dos projetos da Rejane... como "Siggraph", "Netizens net-fringers e outsiders", "Do que você tem fome?","tecnologias móveis e ubiquidade","Contra o tabagismo"(embalagem do maço de cigarro),"Pimar","Realidade aumentada","Games & Interatividade no ensino" e "Sentidos do Nascer". Alguns foram tratados em outra aula, então tratarei com mais detalhes em outra postagem, caso ache necesário. No geral, além de ter descoberto o que ubiquidade significa (qualidade do que está ou pode estar em muitos lugares ao mesmo tempo ou quase ao mesmo tempo, segundo Michaelis), fiquei maravilhado em conhecer uma das pessoas que participaram na confecção de algo que eventualmente se vê, como o maço de cigarro.


Fontes:

https://www.botanicalls.com/

http://www.why-cry.com/

http://www.michikonitta.co.uk/1_mrsmilit.html

http://www.ekac.org/aromapoetry.html

http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/definicao/ubiquidade%20_1061441.html