domingo, 1 de maio de 2016

Aula 8

Aula 8 - 25/04/2016 - Axel Sande

  • Um curso de Pós-Graduação em três horas
Primeiramente, acho que é importante ressaltar que a palestra que teríamos nesse dia era outra, que foi misteriosamente substituída por esta de Linguagem da forma e a Geração de sentido - mas que título bonito! Pena que não faço ideia do que significa...

Segundamente, quero dizer que ainda estou tentando digerir a quantidade de informação que nos foi passada naquelas três malucas horas. Acho que vou dar uma visão bem generalizada de tudo o que ele contemplou, e vou apenas mostrar minha pesquisa sobre o que achei interessante, e não de toda e qualquer coisa que Axel nos falou. Ele claramente se perde tanto quanto eu na própria fala, agora tenho noção de quão impossível é me acompanhar quando estou inspirado e falando do que gosto.

Notas do postador: creio que vou acabar fazendo uma pesquisa muito restrita sobre essa aula, estou saindo de um extremo para o outro... 


"Axel Sande é designer e professor. Doutor em Design pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio, com bolsa de Doutorado Pleno do CNPq, Mestre em Design pela Escola Superior de Desenho Industrial – ESDI/UERJ e graduado em Educação Artística com habilitação em História da Arte pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ." Retirado de seu tumblr Ler isso dá até medo.


    1. Mas vamos logo à aula, minha gente!

Em primeiro ponto, Axel projetou no quadro o que ia contemplar na aula, e era algo mais ou menos assim:

"Aula 1 - stakeholders, affordance, gamification e storytelling
 Aula 2 - construção de significado, mitologias e fundamentos da linguagem visual
 Aula 3 - processo de síntese, wicked problem e confiança criativa
 Aula 4 - Experience Design e Branding"

Isso seria o programa de aulas que ele dá na Pós, e alguns desses pontos acima ele disse que não explicaria para a gente pois não entenderíamos nada (sinceramente, nem os fáceis eu acho que entendi direito, mas para isso que serve a internet né?).

Ele mostrou também várias de suas obras, que podem ser encontradas em seu tumblr
  

    2. O que mais me interessou durante a aula

-Sande mostrou a logo do Carrefour e basicamente a construção de significado dela. 

->Já notou que tem as cores da bandeira da França? *Não...
->Que tem uma letra C branca no meio do símbolo? *Tem um C?!??
->Que foi inspirado em uma flor de lis?  *O que é flor de lis...?



Sim, eu também não sabia de nada disso :)


-Também presenciamos um pequeno jogo: o mestre distribuiu pequenas folhas de papel em branco e pediu para que dobrássemos mais ou menos 1/5 dela. Na parte que fica coberta pelo papel, devíamos escrever uma frase qualquer. Feito isso, passávamos para uma pessoa próxima, que deveria desenhar a nossa frase. Feito isso, a segunda pessoa deveria passar o desenho com a frase coberta para um terceiro, que olhando a obra de arte deveria tentar adivinhar a frase.





Esquema mais do que muito bem feito (no paint hehehe) para esquematizar o papel em questão (projeto design 2016)






Eu fui um dos poucos que acertou a frase. "Estou escrevendo uma frase". O desenho era uma pessoinha escrevendo em um papel. Acho que trabalhei mais meu lado de historiador egípcio para tentar entender aqueles hieróglifos do que realmente interpretei o desenho, mas isso faz parte.


   3. Pesquisa e pontos interessantes da aula

Os termos aqui tratados serão: Affordance, Storytelling, Wicked Problem e crianção de sentido. Serão tratados da maneira que Axel nos mostrou (ou o mais fielmente póssível) e de como entendi o conceito de uma forma geral.


AFFORDANCE

Axel explicou que affordance seria a capacidade de se entender a usabilidade de um objeto só de olhar para ele, e usou como exemplos a maçaneta, um botão e criticou objetos que, por exemplo, induzem o usuário a girar para a esquerda em quanto devem ser girados para a direita (sim, falou bem geral assim mesmo). 

Creio que esteja ligado bastante à forma de pensarmos. Quando vemos um pote com tampa, tentamos abrí-lo de várias formas, certo? Girando, puxando, e às vezes até mordendo. Fazemos isso não apenas pelo fato de que a maior parte das tampas requerem tais movimentos, mas também porque o próprio objeto (tampa) passa a ideia de que deve ser retirada usando as mãos ou a boca.



STORYTELLING

Citou um de seus trabalhos, mais especificamente o da capa da obra completa da Banda Zerø (aparentemente do milênio passado), na qual ele e seu grupo fizeram alusões à Norman Rockwell (quadro de um critico olhando obras de arte) e à René Magritte. 

Storytelling está muito ligado à inserir mensagens subliminares em imagens (pelo que se pode concluir do trabalho de Axel). Se basear em uma obra para criar outra que conversa com a primeira.

(fotos abaixo estão disponiveis no Google e/ou no tumblr de Axel)

Obra de Norman Rockwell
 
Capa do CD feita por Axel
                           

        Obra de René Magritte



Propaganda do CD feita por Axel



WICKED PROBLEM

Tradução: Problema perverso

Axel definiu Wicked Problem como sendo um problema que não tem uma resposta única, ou seja, dependendo da forma que se olha para uma questão as respostas variam.

Eu diria (sem ter feito nenhuma pesquisa) que isso é um conceito muito amplo. Pare e pense: não se aplica a praticamente tudo que tentamos resolver? Tudo bem que se falamos de problemas entre pessoas talvez nem exista uma resposta em sí...mas pegue um tema mais geral, tipo a fome mundial. Não tem como resolver ela sem tratar de dezenhas de outros temas, e isso tudo vai variar de país para país, de cultura para cultura...então fica incrivelmente difícil de resolver esse tipo de problema. 



CRIAÇÃO DE SENTIDO

Sande nos explicou essa ideia, que não deixa de ser a construção de um significado, nos mostrando o desenho de um condomínio chamado Aqua, que tinha como tema um parque aquático. A imagem realmente lembrava um parque aquático, o que passa a ideia ao comprador de que ele realmente vai morar em um. 

Tem toda uma criação de sentido por trás de desenhos como esse, e às vezes até de marcas, que mostra imagens e assim vincula-se à uma ideia.


Referências:


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